Jungle Red - © Cristina Mendanha

Jungle Red

É verdadeiramente sobre a nostalgia do paraíso.


É uma ficção, um bando de pássaros à procura do Simurgh, o rei dos pássaros - uma criatura híbrida, fénix, macho, fêmea, outro. Como diz Jorge Luis Borges, "um ser composto de outros seres, um pássaro feito de pássaros". É sobre o desejo de plenitude para o mundo. É uma selva idílica, um jardim supremo onde tudo coexiste em harmonia. Em sânscrito a palavra paradesha/paraíso significa país supremo. Neste projeto exploram-se diferentes dimensões da utopia, paradigmas de lugares ou estados edénicos e entende-se o Paraíso como uma metáfora da aspiração ao bem-estar comum entre humanos (e humanos), animais e natureza, e insiste-se na ideia de que, na demanda desse estado edénico, exista a possibilidade de se entender toda a disfunção do mundo. A linha dramatúrgica da peça apoia-se numa viagem virtual que parte do norte de Portugal, segue para o Norte de África, Palestina, Síria, Iraque, Irão. Nesta viagem ao início de tudo, compilam-se etnografias de um imaginário do passado - pessoal, histórico e ficcional - destroem-se e constroem-se visões para os nossos paraísos futuros.

-Carlota Lagido-