pandora - © Susana Neves

Pandora

Sinopse

Este é um espetáculo sobre os múltiplos espetáculos que Pandora é, ou podia ter sido... A nossa Pandora versa sobre os influxos do desejo no processo de criar e a sua relação com a gestão das expectativas. O que esperar de um ensaio? E de um espetáculo enquanto “a coisa já feita”, mais ou menos cozinhada à vista? O que sai de dentro destas caixas é sempre diferente daquilo que podemos imaginar, deve ser (por) essa a razão porque nunca deixamos de as abrir.

Este é um espetáculo sobre os múltiplos espetáculos que Pandora é, ou podia ter sido...


A nossa Pandora versa sobre os influxos do desejo no processo de criar e a sua relação com a gestão das expectativas. O que esperar de um ensaio? E de um espetáculo enquanto "a coisa já feita", mais ou menos cozinhada à vista? O que sai de dentro destas caixas é sempre diferente daquilo que podemos imaginar, deve ser (por) essa a razão porque nunca deixamos de as abrir.


Pandora é uma menina/ mulher que está a crescer e, no [des]conforto do lar, dá a volta ao mundo. Parte à descoberta de outros sentidos que, quando teimamos em experimentar, sabemos que podemos encontrar...


Um número infindável de caixas (ou será sempre a mesma?) corporiza o espectro que anima esta nossa Pandora. Procuramos, dentro e fora da caixa, algumas ideias que têm em comum o desígnio de recentrar o olhar sobre o 'lugar de onde se vê', sobre aquilo que já se viu.


Neste processo acabámos por refletir também sobre a transitoriedade que define uma ação enquanto tal, quer dizer, sobre o modo como esta se inscreve no tempo através do olhar de quem a pratica e de quem a observa - o ator marionetista é, afinal, ambos.


A narrativa mitológica original vai ressurgindo, de tempos a tempos, sob a forma de cenas curtas, cujos estilos variam entre o musical de intervenção e o neo-realismo mágico. Nesta caixa de palco, o público, de todas as idades(,) vê libertada uma sequência de imagens intrigantes e inusuais, onde os "males do mundo" são (re)tratados com convicção e humor. Do passado para o presente, uma promessa de futuro.


No final, convidamos o estimado público para um ritual de proximidade. Entre mini panquecas(, )quentes e boas - em comunhão, conversaremos sobre o que acabou de nos acontecer.

  • Agradecimentos
  • Deolinda Fernandes
  • Maria Rovisco
  • Saguenail