Dura Dita Dura

Texto e Canção Regina Guimarães

Encenação, Cenografia e Marionetas Igor Gandra

Música Michael Nick

Fado / canção Ana Deus

Interpretação Igor Gandra

Desenho de luz Rui Maia e TdF

Direcção de montagem Virgínia Moreira e Gil Rovisco

Fotografia de cena Susana Neves

Ateliê de construção Gil Rovisco, Nuno Bessa e Américo Castanheira – Tudo Faço

Operação de Luz Pedro Nabais

Operação de Som Gil Rovisco

Direcção de Produção Carla Veloso

Produção Teatro de ferro

Agradecimentos Amarante Abramovici, Tiago Afonso, Maio, Sr. José Pereira, J. P. Coimbra, Jorge Paupério - Somnorte, Deolinda Fernandes, Prazeres Rovisco, Mário Gandra, Inês Mamede, João Alves, Carlota e Matilde

Duração 48 anos

CE M/6 anos

Co-produção Teatro de Ferro, Festival Internacional de Marionetas do Porto, Festival Escrita na Paisagem e Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas de Lisboa

DURA DITA DURA é um espectáculo de marionetas para todas as idades, acerca da atmosfera de terror surdo que reinou, durante meio século, num país onde as paredes tinham ouvidos. Através do olhar atento, por vezes atónito, de uma criança bem amada mas permeável ao mal-estar dominante, pretende-se dar a conhecer um passado ainda próximo mas que tende a esbater-se nas «brumas da memória»

DURA DITA DURA é a história de um menino, o Baltazar, que cresce algures, numa terreola perdida de um Portugal esquecido - mas apertadamente vigiado e auto-vigiado. Baltazar é mudo, mas não surdo. A sua vivacidade de menino fora do baralho conflitua manifestamente com o obscurantismo que caracteriza o Portugal dos pequeninos. Baltazar é um escândalo de silêncio num país silen- ciado. Mas não se escolhe o lugar e o tempo onde se nasce.

«Era uma vez um menino pequeno que vivia num país pequeno virado para o grande oceano. Dizia-se que, nesse país, grandes homens e homens de todos os tamanhos se tinham lançado pelo mar dentro à procura de outros países e de outros homens. Mas isso tinha acontecido há tanto tempo que o menino de que estamos a falar nunca tinha molhado os pés no mar...»

Regina Guimarães