• O Soldadinho em 1994 - © Anabela
  • O Soldadinho em 2002 - © Susana Neves

O Soldadinho

Este espetáculo consiste na adaptação para teatro de marionetas, objetos e formas animadas do conto de Hans Christian Andersen, transformando assim os soldadinhos de chumbo e outros brinquedos do passado nos enérgicos heróis do futuro. Constrói-se uma atualização da forma, sem danificar a essência do conto, do amor platónico, impossível entre o soldado e a bailarina, desta espécie de Romeu e Julieta em brinquedo.

Embora os contos de fadas tragam consigo uma enorme diversidade de signos inconscientes não será este o ponto de vista em que abordaremos o conto, mas sob o prisma da teatralidade das situações, das emoções, das personagens.

Retomando a estrutura do conto de Hans Christian Andersen, O Soldadinho fala-nos de um amor a sério entre um soldado e uma bailarina de brincar. A manipulação de objetos, as pequenas máquinas de cena e outras engenhocas articulam-se no dispositivo cénico - pequena máquina de contar histórias - em que os atores são simultaneamente maquinistas e passageiros.


Havia muitos brinquedos no quarto

Havia brinquedos disto

Havia brinquedos daquilo

Brinquedos de pilhas

Brinquedos de corda

Brinquedos de rapaz

Brinquedos de rapariga [...]

E havia também uma bailarina que deixou o soldadinho en-can-ta-do!


O Soldadinho foi criado inicialmente em 1994, no Teatro de Marionetas do Porto, por Igor Gandra, e transitou para o repertório do Teatro de Ferro em 2002. Desde então, já foi apresentado em itinerância por todo o país e em contextos variados: Escolas, Auditórios e Teatros Municipais, Bibliotecas, Fábricas, Centros Culturais, etc.


  • Baseado num conto de
  • Hans Christian Andersen

Apresentações